domingo, 8 de maio de 2011

13 de Maio! O que realmente aconteceu!

  
O treze de maio está chegando e com ele devemos refletir seu verdadeiro significado. Hoje sabemos que durante os 50 anos que antecederam a assinatura da lei Áurea, quase noventa por cento dos escravos já haviam conseguido a liberdade, através de fugas, compra de suas cartas de alforria, ou mesmo por leis estaduais, como no caso do Estado do Ceará que libertou todos os escravos no ano de 1884, quatro anos antes desta lei. Alguns historiadores consideram que a lei assinada em 13 de maio de 1888 não representou liberdade para os escravos, ela simplesmente serviu para formalizar uma situação que já existia em todo o Brasil, deixando muitos homens e mulheres a margem, sem dar-lhes condições dignas de sobrevivência. Os negros tiveram que enfrentar o preconceito e o descaso. Sem trabalho, vestimenta, alimentação e moradia não foram respeitados e muito menos reconhecidos como cidadãos.


A lei assinada pela Princesa Isabel não representou liberdade para os escravos, apenas permitiu aos seus antigos donos o direito de não precisarem pagar-lhes indenização. Essa situação levou muitos ex- escravos à pobreza extrema. O dia treze de maio, assim como todos os outros dias deveria servir para acabar com o preconceito e a discriminação entre nós.
Vale lembrar que o movimento negro do Brasil considera o dia vinte de novembro, data da morte de Zumbi de Palmares, como dia da consciência negra e o dedicam especialmente a todos os afros brasileiros.


Zumbi ganhou vida à medida que os movimentos negros contra o racismo conquistaram espaço no cenário social, resgatando do esquecimento a figura de um líder escravo que ousara dizer não à escravidão que lhe fora imposta pelo poder branco (Azevedo, 2004, p. 87).

Portanto, faz-se necessário que a sociedade reveja a data 13 de Maio e o seu real significado, pois para os defensores da luta de Zumbi dos Palmares, o dia 20 de novembro, é muito mais que o 13 de maio, um marco da luta revolucionária dos negros e de todo povo brasileiro contra as classes dominantes de todas as épocas, contra a opressão, o regime escravagista e qualquer tipo de discriminação. Enfim, a historiografia brasileira tem muito a recuperar da história e cultura africana e afro-brasileira; a escola tem muito a ensinar e aprender com as africanidades presentes no cotidiano de crianças e jovens negros que estão mantendo e perseguindo, respectivamente, a saga da resistência e da liberdade.

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